terça-feira, abril 04, 2006

Introdução

Intimamente ligada ao cultivo do arroz e situada no centro do concelho, a freguesia de Maiorca dista cerca de dez quilómetros da Figueira da Foz, fazendo fronteira com Alhadas, Santana e Vila Verde.

Um pouco de história

Sobre a origem do topónimo desta freguesia conta o povo uma história: os habitantes de Montemor-o-Velho, do alto do seu castelo, reivindicavam que o monte onde está edificada a fortaleza era o maior; respondiam os de Maiorca, referindo-se ao seu monte: “Maior Cá”. No meio desta disputa, a população de Verride dizia: “Vede e Ride”.Mais a sério, afirma-se que a palavra “Maiorca” provém do árabe, sendo composta por dois topónimos: “Mal”, que significa “muito” e “Horca” que quer dizer “apertado”. Segundo esta versão, a justificação dava-a a antiga localização do povoado, situado numa ínsua estreita e comprida entre os dois braços do Rio Mondego.Maiorca é uma povoação muito antiga, que recebeu foral em 1194, concedido pelo Prior do mesmo mosteiro de Santa Cruz. Foi sede de concelho até 1853, altura em que passou a fazer parte do da Figueira da Foz.

Património e locais de interesse

O monumento mais relevante da freguesia de Maiorca é a Casa do Paço, edifício recentemente adquirido pela Câmara Municipal. Construção do século XVIII, possui uma capela, com tecto em caixotões e um importante altar - cuja autoria se atribui ao escultor João de Ruão - esculpido em pedra de Ançã e revestido em talha dourada. Nas paredes do templo destaque para os azulejos da Flandres e pinturas a fresco. Das várias divisões do Paço, que pertenceu aos Viscondes de Maiorca, destaque para a sala chinesa, revestida a papel de arroz.A Igreja Matriz da povoação pensa-se que terá começado a ser construída no século XVII e que a sua edificação se processou por várias etapas: primeiro, o corpo da igreja, depois a capela-mor, a sacristia e, finalmente, a torre. Actualmente, o templo é composto por um corpo central e duas capelas laterais. Junto à igreja fica a Casa da Quinta em cuja fachada se observa uma inscrição datada de 1631. É um solar nobre, de grande beleza arquitectónica interior, possuidor de uma valiosa colecção de azulejos. Existe o Palácio de Maiorca (século XVIII) que albergava o quartel da GNR, estando neste momento o imóvel a albergar actividades culturais. Do outro lado da estrada nacional 111, na povoação de Cruzes, fica a Capela do Senhor da Paciência, padroeiro da freguesia. Em Anta situa-se a Capela de Nossa Senhora da Piedade, que ostenta no seu interior imagens de Santa Maria Madalena, São Sebastião (século XV), Santa Luzia e Santo Ovídio (século XVI). A freguesia de Maiorca possui ainda mais cinco capelas: São Bento, na serra com o mesmo nome, Alegria e Nossa Senhora da Conceição (no lugar de Alegria), Nossa Senhora da Encarnação, em Sanfins e Santo Amaro, esta na povoação de Santo Amaro da Boiça.

Colectividades e Associações

A colectividade mais antiga é a União Filarmónica Maiorquense, fundada em 1848, que possui banda filarmónica e rancho folclórico. Em 1938 foi criada a Casa do Povo que organiza regularmente diversas actividades culturais e recreativas. Uma das realizações mais importantes da freguesia é o “FestiMaiorca”, festival internacional de folclore. Já o núcleo local da Cruz Vermelha tem o seu nome ligado desde há alguns anos a esta parete à organização de uma prova de todo o terreno denominada “Maior...TT...ca”.

Festas e romarias

A forte tradição religiosa de Maiorca encontra eco nas várias celebrações que ao longo do ano ali têm lugar. No terceiro Domingo de Novembro destaque para a festa de Nosso Senhor da Paciência, que consta de uma procissão nocturna que vai buscar a imagem do santo padroeiro à capela de Cruzes, depositando-a na Igreja Matriz. Oito dias depois a imagem regressa à capela, perante a devoção dos crentes. Santo Amaro da Boiça possui uma das maiores festas da região, em honra de um santo considerado como milagreiro, já que tem fama de curar pernas e braços. No dia da procissão, a 15 de Janeiro, os crentes pagam as suas promessas, à volta da capela, ofertando braços ou pernas feitos em pão ou cera.

Grupo desportivo de Maiorca


O G.D.M. foi em tempos um dos maiores símbolos de Maiorca, agora um bocado perdido no tempo, mas não deixa de ser um orgulho para todos os Maiorquenses.

CD União Filarmónica Maiorquense

Titulo do CD União Filarmónica Maiorquense
Data de Edição Jan.2003
1- Replay - R. Beck2- Bravour 1900 - R. Beck3- So Long - Wim Laseroms4- Lovesong and Rock-Dance - Ton Verhiel5- Marcha do Vapor - Manuel Dias Soares6- Chicago Style - R. Beck7- Recordações do Passado - Alb. Madureira8- Maiorca Hospitaleira - António Rodrigues

Folclore em Maiorca


Criada em 1938, a Casa do Povo de Maiorca constitui actualmente um importante meio de enriquecimento cultural. Contém uma biblioteca, organiza exposições de artesanato local, concertos musicais, bailes e outras actividades. De salientar ainda a organização anual de um Festival de folclore, o “FestiMaiorca”, no qual actuam ranchos quer portugueses, quer estrangeiros. A Casa do Povo tem aliás o seu próprio rancho folclórico, fundado há cerca de trinta anos e formado pela parte etnográfica e pela dançante.

Outra Colectividade é a União Filarmónica Maiorquense fundada em 1848. Doze anos após, surgiu a Banda Filarmónica Maiorquense que actua em festas e romarias pelo país. Como curiosidade adicional, registe-se o facto de nesta colectividade terem surgido dois ranchos: o Rancho Folclórico, fundado em 1964, e o Rancho de Maio, de 1922. Este último nasce e morre neste mês (Maio), tendo como particularidade o facto de ser constituído apenas por jovens casais solteiros.

O Largo da Feira Velha

O Largo da Feira Velha, em Maiorca, tem cá uma história que nem vos digo nem vos conto. É que já desde os tempos do primeiro mandato do engenheiro Aguiar de Carvalho que aquele largo é tido, achado e prometido como “intervencionado a breve prazo”.Também Santana Lopes chegou a lançar a ideia de arranjar o local, e o próprio elenco de Duarte Silva também já equacionou a questão. O que é certo é que aquele largo continua como há 20? 30? 40 anos? Desde sempre, afinal. Enlameado de Inverno até mais não, ao ponto de impedir mesmo as pessoas de ali andar, até às arreliadoras e baforentas poeiradas no Verão, que tudo sujam e enevoam......já vários projectos foram elaborados mas rapidamente esquecidos. É que “agora não vale a pena porque vem aí o Inverno” ou “agora não vale a pena porque vem aí o Verão”. E os habitantes que se lixem, quer de inverno, quer de Verão! É! O Largo da Feira Velha, em Maiorca, tem cá uma história que nem vos digo... mas já vos contei!

Rede de percurso pedestre da rota de Maiorca

Maiorca, Ponte dos Arcos, Castro de Sta Olaia, Rio Mondego, Ponte das Cinco Portas, Fonte da Oliveira, Maiorca

PAÇO DE MAIORCA/PAÇO DOS VISCONDES DE MAIORCA


Distinta construção do século XVIII, outrora propriedade dos Viscondes de Maiorca, apresenta-se como um dos mais notáveis edifícios de carácter civil do Baixo Mondego. É um edifício de planta longitudinal irregular cuja fachada assimétrica se compõe com um portal central.Enquadrado na tipologia dos palácios rurais de influência barroca, já da segunda metade de setecentos, apresenta-se ao visitante com uma riqueza na decoração de interiores, particularmente os azulejos rocaille das diferentes salas, os tectos pintados, a beleza da Sala de Papel, a imponente cozinha de planta octogonal e a capela com altar do séc. XVI.Flanqueado por jardins, este nobre edifício enquadra-se numa vasta propriedade que propicia agradáveis passeios de lazer e encontro com a natureza.
Largo do Paço - Maiorca.